"No início era o Verbo..."
Ora aqui está uma frase da qual nunca consegui extrair toda a abrangência. Não é que seja uma coisa sobre a qual pense frequentemente, mas pelos vistos os quatro anos que estudei num colégio de freiras tiveram em mim um efeito nulo, excepto em algumas fantasias de cariz sexual... mas por agora fiquemo-nos pelo Verbo... Bem, pensei eu, se isto foi bom o suficiente para início da Bíblia, às tantas também serve para início deste blog. Blog. Quem é que inventou este termo? O que é que significa? Eis mais alguns assuntos sobre os quais não penso frequentemente… E antes que comecem a pensar que não penso frequentemente sobre nada, vamos lá a alguns pensamentos… Que necessidade será esta das pessoas exporem o seu íntimo num local público? Será o mesmo impulso que leva certas e determinadas pessoas a participarem em “Reality Shows” ou mais recentemente em “Rurality Shows”? Será um desejo de se sentirem jovens adolescentes, escrevendo em seus diários, trancados com um cadeado para ninguém ler, mas o qual só escrevem por saberem que eventualmente alguém pode vir a ler? Bem, não tenho resposta. O que vos posso testemunhar é a razão que me levou a iniciar este blog. Muito sinceramente era isto ou ver o “1,2,3”… Isto leva-me a mais um pensamento… Que fascínio será este dos apresentadores do “1,2,3” por miúdos novos? Teresa Guilherme, Carlos Cruz, estão a ver o padrão…? E com esta me vou, mas não sem antes vos fazer um aviso: A reflexão recorrente sobre as questões aqui levantadas é de inteira e exclusiva responsabilidade dos leitores, pelo que não aceito qualquer responsabilidade por danos cerebrais provocados...


2 Comments:
Ora bem, vou comentar isto pela minha perspectiva: "Ah e tal...", bem agora fora de brincadeira, começo pelo verbo que entendo como a palavra, a conversa, o paleio, o palavreado, o patuá, o coro, enfim podia expor aqui mais seiscentos significados ( Grande vantagem em ser tuga, há resmas de significados para todas as palavras ), que é o começo de tudo, ou já viram algum homem engatar uma mulher ou vice-versa sem uma boa conversa (ou menos boa) antes, seja essa linguagem oral ou gestual ou escrita ou etc. e tal? Concerteza que não, a não ser em casos que basta colocar uma nota bem visível para o fazer, mas isso não é engate, é comércio! Já conheci homens lindos e visualmente irresistíveis que quando começavam a dizer qualquer coisa me deixavam com vontade de lhe partir o objecto mais próximo em cima da cabeça, vontade essa que era refreada por provocar o vómito algures numa casa de banho das redondezas, causando com que a possibilidade de haver algo entre nós ficasse reduzida a zero, que é para não dizer a alguns graus negativos, porém conheci outros que não sendo visualmente nada de transcendente me cativaram de imediato pela conversa e para minha felicidade conheci um que me cativou nos dois sentidos, um bom aspecto exterior (na minha opinião) e uma forma de falar que me deixou rendida após alguns contactos, não sendo porventura um conversador daqueles que fala pelos cotovelos, falava nas horas apropriadas, proferindo as frases correctas aliadas a uma subtileza e um humor inteligente que tinham o raro dom de me aumentar a temperatura corporal em alguns graus, o que por vezes me era difícil no contacto físico! O que eu quero exemplificar é que o verbo com os seus não sei quantos sinónimos inerentes é capaz de despertar emoções, desencadear atitudes, justificar acções, complementar sentimentos, modificar opiniões, etc., não só nas relações inter-pessoais como em tudo na vida! É assim a minha teoria! O meu verbo está aqui transcrito, se desencadeará alguma coisa em alguém não sei, sei apenas que concerteza levará a fazer pensar quem o ler, se for lido! O importante é termos a capacidade de sacrificar aquilo que somos para ser aquilo que podemos ser.
Ontem fui a um bar, quis passar despercebida, entrei de olhos fixos no chão e costas ligeiramente curvadas, a minha roupa era discreta, negra como o ambiente, o cabelo cobria-me parte do rosto, não levava nada, mas absolutamente nada que me fizesse sobressair naquele local, porém à medida que atravessava o bar tive a sensação que todos me olhavam à medida que passava e depois vim a saber por quem me acompanhava que tal era verdade. Então concluí que o simples facto de querer passar despercebida provocou exactamente o oposto e provavelmente se quisesse dar nas vistas, nenhuma cabeça se teria movido para me olhar, no entanto se me tivesse limitado a ser eu, a caminhar como caminho, a ter a postura que normalmente tenho, teria feito com que alguns me olhassem e outros simplesmente não dessem por mim, o que teria sido naturalmente mais agradável. Conclusão: quem mais se expõe menos brilha, quem mais se esconde menos se encobre, quem se limita a viver a vida naturalmente brilha quando deve brilhar e apaga-se quando o seu brilho não é necessário e muito provavelmente as pessoas que o conseguem fazer, porque são raras, a maior parte de nós expõe-se seja num reality show ou noutro sítio qualquer ou em oposição tenta viver camuflado, são as únicas que conseguem alcançar esse ideal que todos perseguimos: A FELICIDADE!
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