terça-feira, fevereiro 01, 2005

Metrosexualidades...


Continuando com pensamentos sobre assuntos que englobam um qualquer afixo relacionado com sexo, trago-vos a metrosexualidade. Contrariamente ao que o termo possa sugerir, em nada está relacionado com qualquer métrica de natureza sexual. O metrosexual é, em última análise, uma criação feminina. É a troca dos Príncipes Encantados e dos Sapos, pelo Lobo Mau que as ouve melhor, as vê melhor, veste Armani, calça Prada, cheira a Channel e no fim ainda as “come”… Nos tempos idos em que era, invariavelmente, o homem a dar o “primeiro passo” de uma relação, eram as mulheres que se enfeitavam e se adornavam para lhes cativarem a atenção e serem as escolhidas. Com o evoluir dos tempos os papeis não se inverteram mas equilibraram-se. Hoje em dia é perfeitamente aleatório se é a mulher ou o homem a dar o “primeiro passo” de uma relação. Como tal, ambos têm que chamar a atenção do outro. Tudo isto pode ser exemplificado com uma situação pela qual em passei. Certo dia, enquanto passeava num centro comercial, dirigi-me a uma perfumaria e questionei a empregada sobre um certo e determinado perfume. A resposta dela fez disparar dentro de mim alguns “alarmes”: “Ah e tal, não temos, nem estou a par da existência desse perfume…”. Conclusão, o perfume era novo e ainda não estava a ser comercializado. Toda a exposição que eu sofrera a esta nova onda de produtos direccionados ao público masculino, fez-me estar mais informado sobre perfumes que uma empregada de uma perfumaria… Não será isto razão suficiente para disparar “alarmes”…?

1 Comments:

At 6 de outubro de 2005 às 17:22, Anonymous Anónimo said...

Se calhar é razão pra fazer disparar alarmes, mas nem sempre esses alarmes significam o recolher obrigatório, vou comentar a metrosexualidade como mulher que sou: é um fenómeno interessante e provoca um certo orgulho em nós o sexo fraco ( que o é só de nome, porque para provarmos o contrário temos que nos esforçar a sério num sociedade predominantemente machista, mas isso é outro tema) porque um homem cuida-se para agradar às mulheres, que hoje em dia não "comem" o que as tentam "comer", mas "comem" os que lhes interessa "comer"! Mas a metrosexualidade é muito subjectiva, olho para o David Beckham e acho-o giro com aquela fita no cabelo, os brincos de diamantes e os colares amontoados, mas se visse o Vítor Baía com o mesmo estilo provavelmente achava-o amaricado, ou seja o Vítor Baía nunca poderá adoptar a metrosexualidade tão intensamente como Beckham, logo há que a conjugar conforme o homem, imaginem o rapaz das obras com a t-shirt sem mangas e cabeça rapada, resolver de hoje para amanhã usar uns brinquinhos de brilhantes, depilar as sobrancelhas, fazer as unhas, usar lip gloss e com uns colarzinhos de missangas coloridos, lá se ia a fantasia das mulheres com o rapaz das obras bronzeado, tinta nas calças, músculos definidos e o suor a escorrer e que não usa contrariamente aos seus colegas piropos ordinários ! Termino deixando a minha conclusão: Dispensamos os machos presumidos a cheirar a cavalo e com pelos exagerados que cobrem áreas imensas de pele, que se auto-assumem como feios, porcos e maus e que pensam que "comem" todas com o seu meio de abordagem mais conhecido por piropo à trolha ( só de nome porque abrange muitas outras profissões) e que afinal não podem ser amados e que regra geral ficam com a testa enfeitada por aqueles a quem chamam "larilas" e que são metrosexuais e heterosexuais com bom gosto,dispensando pois este estilo, aceitamos de bom grado homens com um certo cuidado e requinte, sejam eles heterosexuais, metrosexuais ou os recém denominados übersexuais (algo entre um hetero e um metrosexual), porque nós contrariamente aos que os homens pensam não somos "comidas", "comemos" e mesmo com "fome" seleccionamos a comida ao pormenor!
E uma reflexão: "No fim, tudo dá certo. Se não deu, é porque ainda não chegou ao fim."

 

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